Serviços
Como Trabalhamos Blog Sobre Nós
Contato
Requisitos CDC e APHIS para levar um gato para os Estados Unidos em 2026

Blog — Transporte de Animais

Levar Gato para os EUA: Requisitos CDC e APHIS 2026

Importar um gato para os Estados Unidos a partir da América Latina implica cumprir dois órgãos federais distintos: o CDC (Centers for Disease Control and Prevention) e o USDA APHIS (Animal and Plant Health Inspection Service). Cada um tem competências diferentes e requisitos que devem ser cumpridos em paralelo, não em sequência. Entender o que cada um exige, em quais prazos, e quais documentos são emitidos por quem, é o primeiro passo para que o traslado aconteça sem contratempos.

Ao contrário dos cães, os gatos não estão sujeitos aos controles de vacina antirrábica do CDC que entraram em vigor em 2024. Mas isso não significa que os gatos entrem sem documentação. Os requisitos do APHIS são aplicáveis e obrigatórios para todos os felinos domésticos. A seguir, explicamos cada ponto com os dados atualizados para 2026.

Os gatos precisam de vacina antirrábica para entrar nos EUA?

Esta é a pergunta mais frequente, e a resposta é matizada. O CDC, que regula a importação de cães com controles rigorosos de raiva desde 2024, não exige dos gatos (Felis catus) a vacina antirrábica como condição de entrada no território dos Estados Unidos. Os gatos não são considerados vetor de risco epidemiológico de raiva sob as regulamentações federais atuais.

No entanto, há duas considerações práticas que não devem ser ignoradas:

Em termos práticos: se o gato já tem a vacina antirrábica vigente, não há nenhum problema em incluí-la na documentação. Se não a tem, pode entrar nos EUA desde que o restante da documentação esteja em ordem, mas é recomendável consultar os requisitos específicos da companhia aérea e do estado de destino.

Microchip ISO 11784/11785: obrigatório para voos internacionais

O microchip é o requisito de identificação universal para qualquer animal que cruze uma fronteira internacional. Para gatos que entram nos Estados Unidos a partir da América Latina, o padrão exigido é o ISO 11784/11785, que é o mesmo utilizado na Europa e na maioria do mundo.

Pontos-chave sobre o microchip em gatos:

O microchip não tem prazo de validade. Uma vez implantado corretamente, é válido por toda a vida do animal. Se o gato já tem um chip que não é ISO 11784/11785 (por exemplo, um chip de 125 kHz implantado nos EUA há muitos anos), a solução é implantar um segundo chip ISO, o que é um procedimento habitual.

Certificado de saúde veterinário: o que deve constar

O certificado de saúde é o documento central do traslado internacional de um gato. Há dois níveis: o certificado veterinário privado (emitido pelo veterinário responsável) e o certificado oficial (endossado ou emitido pelo órgão sanitário oficial do país de origem). Para entrar nos EUA, o que o APHIS requer é o certificado oficial, não apenas o privado.

O certificado de saúde completo para importar um gato para os Estados Unidos deve incluir:

O certificado de saúde tem validade de 10 dias a partir da data de emissão até a entrada nos EUA. Se o voo atrasar ou o animal ficar em trânsito por mais tempo do que o previsto, o certificado pode ficar fora do prazo e exigir uma nova emissão.

Diferenças por país de origem (América Latina vs Europa)

Os requisitos do CDC e do APHIS são federais e se aplicam a todos os gatos que entram nos EUA independentemente do país de origem. No entanto, o processo prático varia significativamente conforme o órgão sanitário do país emissor.

América Latina:

Europa: os gatos procedentes da União Europeia entram com o EU Pet Passport, que já inclui todas as informações necessárias em formato padronizado. O APHIS reconhece esse documento como equivalente ao certificado oficial. O processo é geralmente mais direto e com menos burocracia de endosso.

A diferença principal entre a América Latina e a Europa não é o resultado final, mas a quantidade de etapas burocráticas intermediárias. Na América Latina, o tutor do gato deve coordenar o veterinário privado, o órgão oficial e, em muitos casos, um despachante especializado. Na Europa, o veterinário credenciado gerencia tudo com o EU Pet Passport.

O processo passo a passo com cronograma

Esta é a ordem recomendada para planejar o traslado de um gato da América Latina para os EUA:

  1. Com 90 dias de antecedência: verificar que o gato tem microchip ISO 11784/11785. Se não o tem, implantá-lo o quanto antes, pois é o ponto de partida de toda a documentação.
  2. Com 60–90 dias de antecedência: se for incluir a vacina antirrábica na documentação (recomendado), aplicá-la depois do microchip. A vacina deve ter tempo de entrar em vigor: a maioria requer 30 dias para ser considerada válida.
  3. Com 30 dias de antecedência: consultar o órgão sanitário do país de origem (SENASA, ICA, SENASICA, MAPA etc.) sobre os prazos atuais para o endosso do certificado. Os tempos variam e podem se estender em períodos de alta demanda.
  4. Com 14 dias de antecedência: confirmar a reserva do animal com a companhia aérea. A reserva de animais é independente da passagem do passageiro e tem vagas limitadas por voo.
  5. Com 10 dias de antecedência: o veterinário realiza o exame clínico e emite o certificado de saúde. Este é o início do período de validade de 10 dias.
  6. Com 5–7 dias de antecedência: apresentar o certificado veterinário ao órgão oficial para o endosso. Se o endosso demorar, calcular que o certificado ainda esteja dentro dos 10 dias no momento da entrada nos EUA.
  7. Dia do voo: levar todos os originais. As cópias não são aceitas em nenhum controle de fronteira.

O cronograma mais crítico é o dos 10 dias. Se o endosso oficial demorar e o certificado for emitido muito cedo, pode ficar fora do prazo. A coordenação entre o veterinário e o órgão oficial requer planejamento e, em muitos casos, gestão ativa.

Erros frequentes que atrasam a viagem

Estes são os erros que com maior frequência geram atrasos, retenções na fronteira ou necessidade de reemitir documentação:

Cada um desses erros tem solução, mas a maioria requer tempo. O que aparece no dia do voo é o único sem solução imediata.

Perguntas frequentes

Posso levar meu gato na cabine em um voo da Argentina para os EUA?
Depende do peso e da companhia aérea. A maioria das companhias aéreas permite gatos na cabine se o peso total (gato mais caixa) não ultrapassar 8–9 kg. Os voos diretos de Buenos Aires para Miami ou Nova York geralmente aceitam animais na cabine. A documentação exigida é a mesma que para o porão: o animal passa igualmente pelo controle sanitário ao chegar nos EUA.

O gato precisa de quarentena ao chegar aos Estados Unidos?
Em geral, não. Os EUA não exigem quarentena obrigatória para gatos domésticos procedentes da América Latina, desde que a documentação esteja em ordem. Alguns portos de entrada têm controles mais rigorosos do que outros, mas a quarentena é uma medida de exceção, não a norma, para gatos com documentação completa.

O que acontece se meu gato não tiver toda a documentação em dia ao chegar?
Se a documentação estiver incompleta ou fora do prazo, o USDA APHIS pode reter o animal até que a situação seja regularizada ou, em casos extremos, ordenar o retorno do animal ao país de origem. Por isso a documentação deve estar completa antes do voo, não ser resolvida no destino.

A Pet Cargo gerencia o processo de documentação ou apenas o transporte físico?
A Pet Cargo coordena o processo completo: documentação, gestão junto ao SENASA ou ao órgão oficial correspondente, reserva na companhia aérea, caixa aprovada para voo e acompanhamento até a entrega no destino. Como agência com licença USDA/APHIS #58-T-0201 e membro IPATA #2149, trabalhamos diretamente com os órgãos reguladores e conhecemos os prazos reais de cada país da região.

Os gatos vindos do Brasil precisam de requisitos diferentes?
Os requisitos federais dos EUA são os mesmos para todos os países da América Latina. A diferença está no órgão emissor do endosso: para o Brasil, é o MAPA (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento). O processo no Brasil costuma ser relativamente ágil nos principais aeroportos internacionais, mas recomendamos iniciar os trâmites com a mesma antecedência recomendada para os demais países.

Precisa de ajuda com o traslado?

A Pet Cargo coordena o processo completo: documentação, reserva, caixa e acompanhamento até a entrega no destino.

Solicitar cotação

Mais artigos

Como importar animais para os EUA

Blog — Transporte de Animais

Como Importar Animais para os EUA: Guia Completo

Não há quarentena geral para animais nos EUA, mas há requisitos específicos conforme o país de origem. Este guia explica tudo passo a passo.

Ler artigo →
Certificado veterinário para viagem internacional

Blog — Transporte de Animais

Certificado Veterinário para Viagem Internacional: O Que Precisa Constar

O certificado veterinário é o documento central de qualquer traslado internacional. Saiba o que deve constar e como evitar erros que causam retenção na fronteira.

Ler artigo →
Fraudes no transporte de animais como identificar

Blog — Transporte de Animais

Fraudes no Transporte de Animais: Como Identificar e se Proteger

Golpes envolvendo transporte de animais estão cada vez mais comuns. Saiba quais são os sinais de alerta e como verificar se uma empresa é legítima.

Ler artigo →